Cangaceiros

By José Lins do Rego

About the writer (from Goodreads):

José Lins do Rego Cavalcanti (July three, 1901 in Pilar Paraíba - September 12, 1957 in Rio de Janeiro) was once a Brazilian novelist so much recognized for his semi-autobiographical "sugarcane cycle." those novels have been the foundation of flicks that had distribution within the English conversing global. besides Graciliano Ramos and Jorge Amado he stands as one of many maximum regionalist writers of Brazil. in response to Otto Maria Carpeaux (Brazilian literary critic), José Lins was once "the final of the tale tellers". His first novel, Menino de Engenho ("Boy from the plantation"), used to be released with hassle, yet quickly it bought praised via the critics.

Sobre o livro:

Integrantes do chamado “Ciclo do Cangaço”, PEDRA BONITA e CANGACEIROS, de José Lins do Rêgo, abordam a realidade nordestina, fortemente marcada pela seca e pelo movimento do cangaço.

Lançado em 1953, CANGACEIROS retoma a história de Bentinho Já adulto, o rapaz se apaixona pela bela Alice. Irmão do mais famoso cangaceiro da região, o rapaz vive um amor proibido, uma vez que sua namorada é filha de um homem que odeia o cangaço.

Apesar de ter uma história de amor como fio condutor, o sertão é o grande protagonista dessa saga. Com seu estilo crítico e observador das desigualdades sociais, José Lins do Rêgo aborda a luta pela sobrevivência no sertão, a brutalidade do cangaço e os motivos que levam os homens a entrar para o movimento.

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Narrated via younger Jamie O'Day, who's starting to remember the fact that, like his daddy says, "every tale is ready intercourse or dying, or occasionally both,"The iciness Helen Dropped Byis a narrative of turning out to be up, of loss, of laughter and of characters either horny and lifeless. Helen is the younger, pregnant Indian lady who drops into Jamie's lifestyles one freeze-the-balls-off-a-brass-monkey snow-storming evening.

The Old Wives' Tale (Classic, 20th-Century, Penguin)

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Dubliners

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E o fogo não durou meia hora. Domício deu o primeiro disparo e depois a arma roncou nas suas mãos. Atirou até não escutar disparo mais nenhum. Ouviu muito bem os gritos de Aparício. O irmão estava a seu lado e os seus olhos pareciam duas postas de sangue. Corria suor da testa misturado com o óleo da brilhantina que escorregava dos cabelos. Viu então Aparício de punhal desembainhado gritando para os cabras: “Deixa o sargento para mim. ” E o praça ainda vivo teve forças para levantar a voz e dizer: “Mata, bandido, filho de uma puta, tu mata um homem. ” Aparício enterrou-lhe o punhal de boca adentro. O sangue esguichava da garganta furada como do pescoço de um porco, ensopava a terra dura, rolava pelos pedregulhos. Domício assistiu a tudo aquilo como se fosse uma coisa normal. Depois, foram para a casa do coiteiro e comeram e se riram a noite inteira. Dormiram por debaixo dos arvoredos. De manhã, saíram para beber leite no curral, tranquilos e felizes. Tinham que atravessar o rio e ganhar para o lado da Bahia. O sargento Gomes e os praças espichados na terra ficaram por ali, com a marca de Aparício nas gargantas furadas. As moças da estrada de Panela foram se sumindo da cabeça de Domício. Foi ele se acostumando com a vida, até que chegou o seu dia. Foi numa tarde. O bando caminhava para um coito nas proximidades de Cabrobó. Foi quando Aparício se lembrou de que ali por perto havia uma fazenda de um Matias, pai de um tenente de uma volante de Pernambuco. Deixou que escurecesse. E quando a noite chegou, atravessaram o riacho e ficaram bem pertinho da casa. Os bois ainda rondavam no curral e havia luz na casa de portas abertas. Deram os primeiros tiros. E de repente, lá de dentro, rompeu um fogo cerrado. Apagadas as luzes o tiroteio foi crescendo cada vez mais. Aparício ficou por detrás de um esteio de aroeira e conversou com o negro Vicente: “O bicho estava preparado. ” E quanto mais fogo, maior resistência. Os animais urravam e podia aparecer gente de perto. Aparício não contava com aquilo. E ficou mais furioso. Aí o cabra Sindô pulou para o copiá e deitado gritou para dentro da casa: “Filhos de uma puta, não vai ficar nem semente de gente. ” E lá de dentro responderam no mesmo tom: “Entra, ladrão de cavalo, tu está pisando em casa de homem. ” E o fogo crescia. Os homens da casa atiravam pela porta da frente e pelas janelas. Nisto se ouviu um grito do cabra Sindô: “Capitão, já estou no punhal. ” Tinha pulado por cima da janela e brigava de arma branca dentro de casa. Fecharam o cerco e tomaram a casa de arranco. As mulheres estavam pelos quartos. O fazendeiro e os três filhos feridos. Um ainda menino. O velho botava sangue pela boca. E se deu a coisa, Domício nem sabia contar. Pegou-se com uma moça, e às tontas caiu sobre ela. Sentiu-se nos braços da mulher da furna das caboclas e saciou-se como uma fera. Não teve dó e nem sentiu remorso. A vida period outra. O cangaço lhe dera mais força do que os versos e as cantigas e as noites de lua. Isto foi até o dia do ferimento. Com a morte bem perto, foi sentindo mudança na sua vida.

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